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Certificação Profissional

A certificação profissional baseia-se na prática profissional dos adultos. Assim se explica que os referenciais para os processos de RVCC profissional se estruturem em unidades de competência (UC) que, por sua vez, se desdobram num conjunto de tarefas concretas e observáveis, através das quais os candidatos demonstram o domínio das competências requeridas para a validação/certificação.

No Catálogo Nacional de Qualificações, a cada qualificação corresponde um perfil profissional, um referencial de formação e um referencial de competências. Os três elementos que integram cada qualificação no Catálogo Nacional de Qualificações estão fortemente interligados:

  • Os perfis profissionais explicitam o conjunto de atividades associadas às qualificações, bem como os saberes, saberes-fazer e saberes-ser necessários para exercer as atividades;
  • Os referenciais de qualificação organizados em unidades de formação de curta duração de 25h e 50h, capitalizáveis e certificáveis de forma autónoma, constituem a resposta formativa necessária para a obtenção de cada qualificação (formação de base e formação tecnológica);
  • Os referenciais de competências e, em particular, os referenciais para o RVCC profissional são concebidos a partir dos referenciais de formação tecnológica e estão organizados em unidades de competência e tarefas, permitindo avaliar o grau de domínio que os adultos têm dos saberes-fazer, bem como de saberes e saberes-ser necessários ao exercício de uma determinada profissão.

Este facto permite que, em função das competências em falta, identificadas através dos processos de RVCC profissional, o candidato possa ser encaminhado para um percurso de formação flexível e ajustado às suas necessidades específicas de qualificação.

O reconhecimento de competências profissionais inicia-se com o profissional de RVC e prolonga-se com a intervenção do tutor de RVC. Procede-se à identificação, valorização e reconhecimento das competências que o candidato detém, com base numa metodologia de balanço de competências e/ou na mobilização de um conjunto de instrumentos específicos.

A partir desse “exercício”, é construído o Portefólio do candidato, composto pelo conjunto de documentos que atestam as competências que este detém, face ao referencial de RVCC profissional que estará na base do seu processo avaliativo.

Constituindo-se como um repositório de evidências e comprovativos relativamente às competências adquiridas, o Portefólio tem um caráter dinâmico, na medida em que vai sendo construído/enriquecido ao longo do processo de RVCC.

Na etapa de reconhecimento de competências, o profissional de RVC e o tutor de RVC trabalham para o mesmo fim - a consolidação do Portefólio do candidato. A sua intervenção distingue-se, no entanto, pela abordagem necessariamente mais global que o profissional de RVC faz, recorrendo à metodologia de balanço de competências e à história de vida do candidato, e pela abordagem mais específica que é garantida pelo tutor de RVC, enquanto técnico da área profissional em que se desenvolve o processo de RVCC, focalizada nas unidades de competência do referencial associado à saída profissional em causa.

Neste sentido, a construção do Portefólio inicia-se com o Profissional de RVC, que trabalha com o candidato a identificação das aprendizagens que realizou ao longo da sua vida, nomeadamente através da informação que tenha sido fornecida pelo técnico de diagnóstico e encaminhamento, e através da ficha de percurso profissional e de formação, que constitui um documento estruturante de apoio ao processo de compilação de comprovativos e de evidenciação das competências que este detém, e que são consideradas significativas para o processo de RVCC.

Cabe ao Tutor de RVC dar continuidade ao trabalho de enriquecimento e evidenciação de competências mobilizando, para o efeito, os instrumentos de avaliação que integram o “kit de avaliação”: grelha de autoavaliação, ficha de análise do Portefólio, guião de entrevista, grelha de observação de desempenho no posto de trabalho e exercícios a desenvolver em contexto de prática simulada, de forma a gerar novas evidências ou a aprofundar outras.

A validação de competências profissionais centra-se no trabalho desenvolvido pelo avaliador de RVC, de análise e avaliação do Portefólio face ao referencial de RVCC profissional da saída respetiva. A partir dessa avaliação são identificadas as competências a validar e as competências por evidenciar e/ou desenvolver.

O avaliador de RVC tem, no âmbito desta etapa, um papel fundamental, pois a ele cabe a análise e avaliação “fina” das tarefas/unidades de competência que o candidato está em condições de validar, com base na análise e validação das evidências que foram trabalhadas anteriormente pelo candidato com o tutor de RVC e com o profissional de RVC.

Após a validação de Unidades de Competências, o candidato é proposto a júri de certificação. A sessão de certificação realiza-se na presença de um júri de certificação nomeado pelo Diretor do Centro, e necessariamente constituído pelo profissional de RVC, tutor de RVC, avaliador de RVC e por um avaliador externo.

Esta sessão centra-se na análise do Portefólio do candidato e, se o júri de certificação assim o entender, na exposição oral ou demonstração prática do domínio de uma ou outra competência, por parte do candidato.

O resultado da sessão de certificação pode ser de vários tipos:

  • Se o candidato tiver condições de certificar todas as unidades de competência consideradas necessárias para a obtenção de um nível 2 ou 3 de qualificação (associada à dupla certificação – escolar e profissional), é-lhe emitido, não só um certificado de qualificações com o registo de todas as unidades de competência certificadas, mas ainda um diploma;
  • Se o candidato tiver condições de certificar todas as unidades de competência consideradas necessárias para a certificação profissional, mas não detiver o correspondente nível de escolaridade, é emitido um certificado de qualificações (certificado que identifica as unidades de competência certificadas) e proposto um encaminhamento para um processo de RVCC escolar ou para uma resposta formativa que lhe permita obter a respetiva certificação escolar;
  • Se o candidato não tiver condições de certificar todas as unidades de competência necessárias para a certificação profissional, é emitido um certificado de qualificações (certificado parcial, que identifica as unidades de competência certificadas) e é definido um Plano Pessoal de Qualificação em função das competências profissionais em défice, mediante o qual se faz o seu encaminhamento para um percurso formativo.

Actualmente, a oferta do CNO do CEFOSAP integra as seguintes profissões:

. Assistente Administrativo/a – ver referencial de competências profissionais em: http://www.catalogo.anq.gov.pt/PDF/QualificacaoReferencialRVCCPDF/657/346034_RVCC

. Operador de Informática - ver referencial de competências profissionais em: http://www.catalogo.anq.gov.pt/PDF/QualificacaoReferencialRVCCPDF/41/481038_RVCC

. Técnico/a de Relações Laborais – ver referencial de competências profissionais em: http://www.catalogo.anq.gov.pt/PDF/QualificacaoReferencialRVCCPDF/655/347242_RVCC

. Técnico/a de Segurança e Higiene do Trabalho (referencial de competências profissionais a aguardar publicação no Catálogo Nacional de Qualificações)

           

Notícias

Formador/a de Italiano

Recrutamos Formador/a de Italiano, para processo de RVCC de Nível Secundário a realizar em Lisboa.

 

Novas Instalações

As novas instalações da Sede do CEFOSAP   localizam-se na Av. Eng.º Arantes e Oliveira, 7, 1900 – 221 Lisboa (Olaias).